Seu maior risco operacional pode ser as pessoas que você está ignorando
Depois de 33 anos de liderança, aprendi que alguns dos maiores custos nos negócios nunca aparecem em um demonstrativo financeiro.
Eles se manifestam nas pessoas.
O gerente experiente que de repente pede demissão.
O colaborador de linha de frente que começa a cometer erros.
A equipe que antes estava energizada, mas agora simplesmente tenta sobreviver ao dia.
Frequentemente chamamos isso de “questões de pessoas”.
Não são. São questões de negócios e os dados deixam isso claro:
Nos EUA, condições de saúde mental não tratadas custam centenas de bilhões de dólares por ano. Globalmente, o impacto econômico deve ultrapassar US$ 6 trilhões até 2030. Só no Brasil, mais de 546 mil funcionários tiraram licença por motivos de saúde mental em 2025, o maior número já registrado.
Ainda assim, o que mais me preocupa não são os números. É o que eu vi ao longo da minha carreira liderando operações em toda a América Latina.
As temporadas de pico não testam apenas as cadeias de suprimentos. Elas testam as pessoas.
A demanda aumenta. As horas se estendem. A pressão cresce. Os líderes pedem que as equipes façam mais com os mesmos recursos, muitas vezes enquanto lidam com desafios de infraestrutura, riscos de segurança e constante incerteza operacional.
A maioria das organizações prepara suas redes para o pico, mas muito menos prepara suas pessoas. E é aí que o risco real começa.
A saúde mental não deve se tornar prioridade apenas depois que o burnout, a rotatividade ou os acidentes começam a subir. Nesse ponto, o dano já está feito.
Sempre acreditei que desempenho empresarial e bem‑estar humano não são prioridades concorrentes. As organizações mais fortes entendem que dependem uma da outra.
Então, da próxima vez que sua empresa se preparar para uma grande transformação ou temporada de pico, faça mais uma pergunta:
Seu plano operacional está preparando todo o negócio, incluindo o engajamento e o reconhecimento das suas pessoas?
A resposta pode determinar se a sua próxima temporada de pico será apenas mais um exercício de sobrevivência ou uma oportunidade de superar expectativas, surgindo com uma equipe mais forte, mais unida e mais energizada.
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